quarta-feira, 29 de abril de 2009

IV Domingo da Páscoa

«Eu sou o Bom Pastor: o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.»

O caminho pascal só tem sentido se continuarmos a fixar o nosso olhar em Cristo, Bom Pastor. Esta passagem completa o discurso que Jesus dirige aos seus discípulos, no qual deseja explicar quem é e qual a razão da sua vinda e ainda ajudá-los a distinguir a Sua presença e o seu modo de agir dos outros mestres, contemporâneos ou futuros, que podem encontrar.

Jesus é o Pastor das nossas almas; um pastor paciente, misericordioso, disposto a sacrificar a sua vida por nós. Com o Evangelho deste Domingo, somos chamados a renovar a confiança, o acolhimento, a adesão a Cristo que Ele abre as portas do seu coração para nos admitir no seu Reino de paz e alegria que não tem fim.

Ao Evangelista João cabe a missão de trazer à luz a bondade do Pastor, a sua dedicação e o seu amor incondicional pelas suas ovelhas. Para além deste aspecto, sublinha o comportamento daqueles que se proclamam guias do povo, mas mais do que orientar, procuram o poder e o sucesso, colocando em primeiro lugar o interesse pessoal.

Embora nos possa parecer um pouco ridículo sermos comparados com um rebanho, esta imagem reflecte a nossa condição: sem meios de defesa e sem um guia que se revele um pastor verdadeiro, podemos ser arrebatados pelos “lobos”. A vocação cristã nasce do amor de Cristo e é fruto da sua fidelidade ao amor do Pai.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DOMINGO II DA PÁSCOA

«A paz esteja convosco!»



Todos estamos necessitados da paz de Jesus: uma paz que se faz memória de amor, presença acompanhante, esperança de um mundo novo, fé neste acreditar que nos faz de Deus. Para podermos reconhecer como é abundante a graça do Deus amor que em Jesus se faz salvação. Porque vimos (e vemos) o Senhor, também nós podemos reconhecer em Jesus o nosso “Senhor e o nosso Deus”.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Domingo de Páscoa

«RESSUSCITOU!»

É a Páscoa do Senhor! Ressuscitou! Vive! E porque vive, enche de entusiasmo o nosso existir. Anima-nos à esperança. Anima-nos ao testemunho. Anima-nos à fé. É a festa da vida. Do encontro. Da partilha. Em Jesus ressuscitado somos convidados para o encontro com o Evangelho da verdade. Somos comunidade. Somos de Cristo. De Cristo vivo.
Feliz Páscoa!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Domingo de Ramos




«PAIXÃO DE CRISTO»

O evangelho desta semana narra-nos a paixão de Jesus, as suas últimas horas de vida. Marcos apresenta Jesus como o Filho de Deus (1,1; 15,39), que para cumprir a missão que o Pai lhe confiou tem de passar pela morte. Mas tudo sucede para que se cumpram as Escrituras (14,27.62; 15,34). Jesus aceita cumprir o projecto do Pai, mesmo quando esse projecto passa por um destino de cruz. Esta cruz, escândalo para a fidelidade dos discípulos, é o momento supremo da revelação da divindade de Jesus (15,39). Quem acreditar no crucificado, acreditará no Filho de Deus. Foi assim que o centurião, não tendo convivido com Jesus, se tornou num autêntico crente, testemunha da sua morte e anunciador da sua divindade. É isto que Marcos esperava da sua comunidade e da nossa, seus leitores.

terça-feira, 24 de março de 2009

V Domingo do Tempo de Quaresma

«SE O GRÃO DE TRIGO, LANÇADO À TERRA, MORRER, DARÁ MUITO FRUTO»

A pequena parábola do grão de trigo é a imagem da oferta oblativa de Jesus que por nós se dá para nossa salvação. Dando a vida, morrendo, dá muito fruto. Muitos frutos de salvação. Na última semana antes da Páscoa contemplemos todo este mistério de amor: a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

quinta-feira, 5 de março de 2009

II Domingo da Quaresma

«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».


Neste tempo da Quaresma procuramos a forma de nos configurarmos com Aquele que se transfigura diante de nós como “Filho muito amado de Deus”. É o tempo favorável para a escuta. A escuta da sua mensagem. Do seu projecto. Da sua novidade. É o tempo favorável de nos conformarmos à sua vontade.

Boa semana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

I Domingo da Quaresma


«Era tentado…»


O início deste novo tempo propõe-nos as tentações de Jesus no deserto como primeira etapa de preparação para a Páscoa. A proximidade do Reino de Deus é certeza de caminho novo a ser percorrido. O tempo oportuno é este. Por isso, “arrependei-vos e acreditai no Evangelho”. Esta semana queremos fazer-nos ajudar da Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para este tempo da Quaresma.
Boa semana.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

VII Domingo do Tempo Comum



Um paralítico. Um catre. Um grupo de amigos. Uma solução: Jesus de Nazaré. Marcos continua a surpreender-nos com tudo o que se move à volta de Jesus. E, verificando o arrojo dos amigos do paralítico, percebemos a força transformante da comunidade que se move ao encontro do seu Senhor. E se a tudo isto somarmos o perdão dos pecados, então também nós poderemos dizer: “Nunca vimos coisa assim”. Diante da unidade entre palavra e acção, teoria e prática, dizer e fazer, encontramos em Jesus a melhor resposta. A Utopia (“o Reino”) não só deve ser anunciado (dito, falado, informado, teorizado) mas deve ser construído (feito, implantando, promovido). Como boa notícia. Como a melhor das notícias. Na história e no mundo.

Boa Semana

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ano B –VI DOMINGO DO TEMPO COMUM


«Fica Curado»

Narrando a primeira etapa da actividade pública de Jesus, Marcos apresenta-nos o encontro de Jesus com um leproso, um excluído, sem nome. A sua terrível doença tinha-o convertido num marginalizado social e religioso. Afastado do convívio dos seus e de Deus, estava condenado a viver isolado. Esta situação desesperada, sem esperança, levou-o a Jesus: “Se quiseres, podes curar-me”. E este leproso soube aproveitá-la para sua salvação. Jesus olhou-o compadecido, estendeu-lhe a mão, tocou-lhe… e o milagre aconteceu: “Quero, fica limpo”. Seria uma pena se nós não aproveitássemos este caminho de acesso a Jesus, como fez este leproso. Este está disposto a oferecer-nos muito mais do que podemos imaginar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

III Domingo Tempo Comum


25 Janeiro – Ano Paulino - Festa da Conversão de S. Paulo



No ano Paulino, com a coincidência da festa da conversão de S. Paulo com o domingo, propomos a reflexão da conversão a caminho de Damasco. É uma experiência de mudança, de transformação, de encontro com Cristo, fonte de toda a renovação. Inicia-se assim uma etapa nova do cristianismo: a era da comunidade aberta a todos os crentes. Com S. Paulo a Igreja-comunhão ganha um apóstolo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

II Domingo do Tempo Comum


«Eis o Cordeiro de Deus»


Um novo tempo se inicia. Encontrar o Messias é a maior descoberta que também nós poderemos fazer. Um encontro que se torna vocação, partilha de vida, solidez renovada. Pedra nova de um edifício que é a Igreja que tem o seu fundamento em Cristo. E em Cristo, os Apóstolos. Quem se deixa encontrar por Cristo inicia uma história nova. “Vinde ver” e vendo-o descubramos a riqueza do seu amor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

BAPTISMO DO SENHOR

«Há-de Baptizar-vos no espírito santo»

Jesus é o Messias esperado. Em Marcos, o Baptismo de Jesus inaugura a sua vida pública. João anuncia a presença de alguém maior, mais forte, proveniente de Deus, portador do Espírito Santo, capaz de renovar a vida de quantos hão-de ver a luz de Deus. João fala da presença entre nós do “Filho muito amado” de Deus, a quem todos devemos escutar. Num tempo como o nosso, feito de mil coisas, mil distâncias, mil destinos, percebemos como é tempo de escutar a Deus que está no meio de nós.
Aproveitemos este novo ano para purificarmo-nos e aceitarmos a Palavra.
Feliz 2009

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ano B –IV DOMINGO DO ADVENTO

«Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus.»


O Evangelho proposto para esta semana é o da Anunciação. Trata-se de uma narração do encontro inesperado de Maria com o Anjo Gabriel que lhe anuncia o projecto de salvação por parte de Deus, que a envolve em primeiro lugar. O episódio revela-nos quem são as personagens, qual o conteúdo do anúncio, quais as reacções que tal anúncio provocou na jovem de Nazaré e que resposta foi dada.
É incrível que a Encarnação, o acontecimento fundamental para a salvação da humanidade, tenha sido anunciado de um modo tão discreto a uma jovem.
É bonito pensar que em alguns lugares, talvez mais nas aldeias, de manhã cedo, ao meio-dia e ao entardecer, os sinos das Igrejas ainda tocam dando sinal para as “Avé- Maria”, a oração do Angelus. A saudação do Anjo tornou-se uma oração tradicional que ilumina os dias. E Maria, depois deste acontecimento, tornou-se a ícone da fé da Igreja, daqueles que acreditam na Palavra de Deus, na sua força, nas suas promessas e se sentem, pessoalmente, envolvidos e chamados a colaborar para que “venha o Seu Reino”.
Deus faz-se homem e vem habitar connosco: isto muda o nosso modo de ver Deus e o homem. Muda o nosso modo de existir: é-nos proposta uma Aliança, uma “co-habitação” que nos interessa e nos leva a tomar uma posição. Na resposta da fé está o nosso risco, a possibilidade de nos realizarmos, actuando o projecto de Deus, para além de toda a esperança humana. Conscientes da nossa pobreza e dos nossos limites, mas com plena confiança, como Maria, no amor omnipotente, somos chamados a dizer o nosso “sim” ao Senhor, na oração e na vida.
Continuação de um Bom Advento.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ano B – III DOM do Advento - Gaudete

«No meio de vós está Alguém que não conheceis»

A liturgia do terceiro domingo do Advento é centrada no tema da alegria. De facto, a Igreja tradicionalmente chama ao terceiro domingo do Advento, domingo da alegria ou domingo Gaudete. A cor litúrgica sugerida para este dia diz também a sua peculiaridade no todo do ano litúrgico. Neste sentido, toda liturgia ganha uma unidade: leituras, evangelho, orações em redor desta atitude e bem-aventurança bíblica: Alegrai-vos!
O episódio evangélico de hoje, (na realidade este domingo poderemos ler dois textos do evangelho) continua a orientar o nosso caminho em direcção ao Natal que se faz sempre mais próximo.
O evangelho deste domingo, do primeiro capítulo do evangelho de João, ajudar-nos-á a descobrir quem é Jesus e o perfil e traços do Evangelizador.
Boa semana

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ano B – I DOM do Advento

«Vigiai! O Senhor vem!»

Iniciamos um novo tempo litúrgico. Eis que chega o tempo da esperança, da preparação, da vigilância. Para que o nosso coração se enriqueça desta certeza: Deus vem. O Senhor vem ao nosso encontro. Para que a nossa vida se inunde de um amor grande: Deus connosco, Emanuel. Para que o nosso ser seja plenamente enriquecido da graça da presença de um Menino que para nós é tudo. Vigiemos, portanto. Vivamos atentos. Preparemos todo o nosso interior para a chegada de Deus!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ano A – XXXIV DOM Tempo Comum

«Todas as gerações se reunirão na sua presença»

Celebramos neste domingo a festa de Cristo Rei. Sabemos como Jesus nunca se proclamou “rei”: pelo contrário, sempre se afastou dos movimentos que o queriam proclamar rei. O que Jesus fez foi colocar-se totalmente ao serviço do Reino: do Reino de Deus. É assim que o “Reino” se torna o centro da sua pregação e da sua vida, a causa pela qual dá a sua própria vida. Nesta identidade de Jesus percebemos a dimensão profunda do seu anúncio: proclamar a boa nova do Reino e todas as suas consequências significa proclamar um novo tempo, uma nova história, um novo horizonte de ser. Na presença de Deus, seremos chamados “benditos” ou “malditos” pelo muito ou pelo muito pouco que amamos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ano A – XXXIII DOM Tempo Comum

«Deu a cada um… talentos.»


Ao recordar a parábola dos talentos, Mateus recorda à sua comunidade a melhor forma de esperar a vinda do Senhor. E esta espera, esta vigilância não é só uma espera paciente (25,1-13), nem muito menos uma espera paralisante do juízo final (25,31-46), mas é o melhor uso possível dos dons que Deus nos deu, das ‘coisas pequenas’ de que dispomos. Uma vez que o Senhor repartiu os seus bens e partiu de viagem, espera de nós uma multiplicação de amor. O talento é o amor que o Pai me tem, que se deve duplicar na minha resposta de amor para com os irmãos. A nossa vigilância é sábia e activa, não inerte. Quem não in veste o seu talento, perde-o. A nossa causa de ruína é a falsa imagem que temos do Senhor. Se acreditamos que seja mau e exigente, a nossa relação com Ele não é de amor, mas medrosa e estéril. O nosso comportamento de medo faz-nos desembocar no beco das trevas exteriores. É uma clara advertência para a comunidade de Mateus… e para a nossa!
A partir de hoje, e na medida do possível, irei disponibilizar a Lectio Divina completa (para todos os dias da semana) para descarga no nosso blog (que está um pouco mais arrumado e com novidades).
Ler, Meditar, Orar e Actuar devem ser o nosso bom dia a Deus.
Bem hajam.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

XXXII DOM Tempo Comum

«Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.»
Neste XXXII Domingo, o Senhor convida-nos a perseverarmos na fé e na esperança. E fá-lo mais uma vez através de uma parábola. O texto coloca-nos num discurso final com as autoridades de Israel; Jesus sai do Templo e dá início ao discurso escatológico , cujo tema central é a vigilância «Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora». Para explicar o que significa vigiar S. Mateus apresenta 3 parábolas das quais, a deste Domingo, é a segunda. Todos sabemos que nas parábolas nem sempre tudo é lógico, e são introduzidos aspectos cuja finalidade é estimular a fantasia do ouvinte, mantê-lo interessado e atento, de modo que assimile mais facilmente a mensagem. Considerando o número cinco e a virgem como símbolos do povo de Israel, e o número dez que indica a totalidade, percebemos a força das palavras de Jesus. As dez virgens representam o povo de Israel que espera o Messias. As comunidades para quem S. Mateus escreve mudaram muito com os te mpos e precisam da palavra do Mestre quanto à Sua vinda. S. Mateus adapta a parábola de Jesus às necessidades catequéticas das suas comunidades. Na espera da vinda do Senhor, do Messias, uma parte da comunidade não está atenta aos projectos de Deus, «adormece» na perseverança da fé, é infiel e fica de fora, enquanto a outra parte continua a preparar-se para O acolher e entra como comunidade cristã para o banquete com o Esposo, entra para a comunhão plena com o Senhor. E daí a exortação final onde Jesus indica o dinamismo da verdadeira espera e do verdadeiro seguimento: a vigilância, a procura constante, fiel, nos momentos de luz e de trevas; a procura d’Ele e do seu Reino na certeza do encontro final. O Senhor mantém as suas promessas e não criou o ho mem para o abandonar mas para que dentro da sua existência se faça espaço ao chamamento e ao caminho da verdadeira pátria: a comunhão com Ele na Sua casa, as núpcias da Igreja com o seu Esposo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Boletim nº 106 e Lectio Divina desta semana

"FONTE VIVA"

«EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA»

A centralidade da Palavra de Deus neste domingo, comemoração dos fiéis defuntos, está na ressurreição de Lázaro, o amigo que Jesus chama de novo à vida. Ainda que tivessem passado vários dias do seu falecimento, com a ressurreição de Lázaro Cristo faz-nos entender que a vida do homem não termina com a morte, mas vai além da morte, é destinada à eternidade. Não é por acaso que Jesus nos recorda nesta circunstância a sua identidade: «Eu sou a ressurreição e a vida». A fé em Jesus Cristo é fé na eternidade, na vida que supera a morte, é a certeza que a vida plena se encontra em Jesus.Neste sentido o Evangelho desta semana apresenta-nos todo um itinerário de fé. Os amigos de Jesus: Marta, Maria e Lázaro protagonizam este episódio fazendo-nos descobrir um Jesus próximo, um Jesus amigo, um Jesus portador de esperança, de vida, de ressurreição.
Boa semana

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

XXX DOM Tempo Comum

«DO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO DEPENDEM A LEI E OS PROFETAS»

Para Jesus, o fundamento da relação com Deus e com o próximo é o amor. Um amor solidário. Um amor entrega. Um amor que se torna lei de vida e de acção de todo o crente. Na síntese de Jesus do Decálogo transparece o seu próprio fundamento: toda a legislação, em Deus, tem o seu princípio no amor fraternal e recíproco. O sábado, tem então sentido, na ligação intrínseca à dimensão de Deus. Nesse dia, os judeus deviam dedicar-se por completo ao repouso e ouvir a leitura da Escritura. Com o tempo, esta normativa tornou-se uma carga insuportável, sobretudo, para os mais pobres, quando o sábado deixou de ser o dia da festa do Senhor, para ser um dia cheio de prescrições que impediam as pessoas de se movimentar, cozinhar, e inclusivamente, ajudar o mais necessitado. Jesus veio introduzir um novo sentido ao dia do Senhor com a sua morte e ressurreição. Com uma nova identidade. Um outro fundamento. Um outro amor fundante.
Boa Semana